Onde a coruja dorme!

Bem vindos ao No Ninho da Coruja. O melhor blog sobre o mundo futebolístico que você verá na face da Terra -ou talvez não. Escrito por um paulista de 21 anos (até então) – São Paulino, e amante desse esporte.
Textos novos todos os dias – que eu quiser.

Espero que gostem!
Fiquem com Messi!

O Rap dos Bad Boys é raíz, o funk do Nego Ney é nutellagem.

Vivemos dias de extremismos, isso é fato. É só olhar o ano eleitoral de 2018 e todas as polarizações partidárias e opinativas que você entenderá o que quero dizer.
É 8 ou 80. Tudo ou nada. Ou céu ou inferno.

No futebol, esse esporte que é um espectro simples e fácil da sociedade e como ela se comporta, não é diferente. As opiniões são como mata-mata, empate não tem vez.
Fulano é bom, Siclano é ruim, Beltrano é foda, Betina é um lixo. O ‘porém’, o ‘mas’ perderam espaço.
Lendo rapidamente qualquer notícia sobre qualquer jogador desse planeta, os comentários seguem o mesmo padrão extremista. Ao que parece, não existe mais um atacante bom mas que tem uma limitação fora da área; ele é ruim, ponto. Não existe mais o ponta que faz o trabalho sujo e que é um bom jogador; se ele não faz gol, ele se torna um inútil e por isso é ruim. Não, ele não é inútil e nem ruim. Só não é artilheiro, como muitos bons jogadores também não são. Aí entram os saudosistas, outra conversa complicada. Onde o olhar clínico é de que tudo que é bom tá no passado. O famoso: “Futebol de antigamente que era bom!”

Mas, o que me chamou atenção esses últimos dias foi um comentário em específico numa página de uma rede social esportiva, onde dizia: “O hexa já era!” isso porquê a publicação era de um vídeo descontraído que mostrava o meio campista brasileiro Lucas Paquetá dançando ao lado de um escocês que tocava sua gaita de fole na rua, enquanto fazia um passeio pela cidade de Londres, um vídeo bem antigo inclusive. Dizia ainda que a geração de hoje em dia era “fracassada”. Pobre Neymar, se tivesse dançado menos na época que jogava pelo Santos, teria umas 5 champions league e umas 4 libertadores a mais.

Pois é torcedores da seleção, aquele torcedor cravou. É triste! O hexa não vem porque o Paquetá dançou numa rua de Londres. Deve ser porque dançou uma música típica da Escócia, se fosse da Itália talvez tivéssemos chances de sermos hexa.

É bizarro um tipo de pensamento como esse. O que faz pensar que atitudes completamente irrelevantes, um momento de descontração como esse causará a perda do título de uma copa do mundo que acontecerá daqui 3 anos? Não faz o mínimo sentido.  Chega a beirar a alucinação ou sei lá o que, não tem adjetivos pra tal comentário.
Me pergunto o que aconteceu com o futebol pra que essa interferência externa tenha tanta influência em campo, dentro de 90 minutos? Comentários como esse são até leves, porém, tem o mesmo teor argumentativo vazio de inúmeros outros comentários negativos e desesperançosos que se vê por aí. O que me espantou nesse caso específico foi a convicção do “torcedor”, que provavelmente deve ser um saudosista (Será?) pra dizer que essa geração não dará certo e que o título está perdido.

Hoje, o cara é um gênio ou é um pereba. Não tem mais o bom jogador, o jogador útil, o jogador razoável, o jogador fraco, o jogador ok, o jogador que é esforçado, o que é bom e esforçado, o raçudo, o habilidoso mas teimoso, o mediano, o acima da média, o bom que pode melhorar, o craque. Foi-se os adjetivos. Ou é ou não é.
Talvez seja fruto da época, o mundo vive a era de Messi e Cristiano, são unânimes. Óbvio, são exemplos; mas não podem ser os únicos, até porquê os dois são únicos como ninguém mais pode ser.
Agora todas as análises se reduzem aos inúmeros adjetivos possíveis desde que seus sinônimos sejam, excelente ou péssimo.

Você tem todo direito de não gostar de um jogador, de achar que ele não é bom o bastante dentro de seus critérios. O que não pode é deixar que opiniões, gostos, e as preferências de um atleta vão interferir no que ele faz ou deixa de fazer dentro de campo. Se ele pintou o cabelo, não é por que quer aparecer. É porque ele quer ter o cabelo pintado. A cor do cabelo não atrapalha ele de cabecear. Como também não ajuda. Mas o fruto do viralatismo, dito por Nelson Rodrigues, ainda é presente. Neymar, por exemplo, vira e mexe muda seu cabelo, o que acontece? Críticas! Pogba também muda o seu com frequência, e o que se ouve? Silêncio! (Esse é outro que também sofre com o extremismo quando é analisado, uns dizem: “É craque!” outros também dizem: “joga nada!”) Então, qual motivo de falar que jogador foi mal, não fez gol, não deu assistência por conta do cabelo que ele pintou no dia anterior?

É essa modinha maldita de taxar tudo como RAIZ ou NUTELLA. Aliás, comparação bem tosca. Quer coisa mais raiz que um pote de Nutella? Criada em 1963, na Itália e tradicionalíssima na Europa desde quando foi criada a receita… realmente, o povo não sabe nem o que fala.

Para muitos, “jogador de verdade” tem que jogar de chuteira preta (????????… Talvez as pretas ajudem na precisão do chute, vai saber…) tem que ter raça, amor a camisa. É engraçado ouvir também certos tipos de comentários como esse, sobre o amor a um clube, muitos desses mesmos cobrarem Messi, por exemplo, para que jogue em outro clube fora da Espanha, pois só assim irá realmente provar sua capacidade. Soa muito contraditório!
O jogador que dança é Nutella, jogador que tem Instagram é Nutella, o que tem foto com o cachorro na praia não serve pra jogar em time grande, o que toma champagne ao invés de litrão é fresco. Raiz é você fugir da concentração, chegar atrasado e virado no treino,  dirigir bêbado e acabar atropelando e matando um pedestre, pagar fiança e sair vivendo sua vida tranquilamente.
Se Instagram existisse nos anos 90, metade dos jogadores que hoje são considerados raiz, não prestariam ou “não seriam tudo isso”. A moda e o sucesso incomodam. O poder que a internet tem de aproximar de pessoas, que antes eram inalcançáveis, faz você ter uma proximidade maior ao mesmo tempo que reduz a sanidade e o senso crítico óbvio da realidade.

Futebol se ganha dentro de campo, durante os 90 minutos. O que jogador faz fora das quatro linhas, como o caso do Paquetá, de dançar onde quer que seja ou esteja, não interfere no processo de vida de atleta dele, não é isso que vai interferir no seu desempenho nos flancos adversários.
Se você que tá lendo isso, pensa dessa maneira, sinto-lhe dizer, mas você não sabe o que diz. Seu time tem 11 jogadores, que jogam contra outros 11. Só o jogador do seu time, do seu país sofre as “consequências” de sua vida pessoal na hora da partida? Por isso muitos times não são campeões? Achei que fosse pela falta de planejamento das diretorias e o amadorismo de quem administra os clubes. Sério que você acredita nisso?

Não estou dizendo que o hexa vem, mas não sou maluco a ponto de dizer que não vai vir só porquê tal, ou tais jogadores gostam de jogar Counter Strike, ou preferem vodka com energético do que cerveja.
O saudosismo infelizmente não morre, mas a ignorância pode morrer tranquilamente, é só parar de olhar pra onde não se precisa ver.

Donnarumma, um presente para o futuro!

Precisamos falar de Donnarumma! Enquanto se ouve falar e comentar sobre goleiros como Neuer, Ter Stegen, De Gea, Szczesny, Courtois e os jovens Alisson e Éderson. Na Itália, por mais que recentemente o foco seja Cristiano Ronaldo na Juventus; discretamente, um jovem goleiro se firma jogo após jogo como um dos grandes goleiros atualmente. Alto, forte, frio e de reflexos incríveis; até chego a me perguntar se existe uma espécie de ímã em suas luvas.

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Gianluigi Donnarumma, goleiro titular do Milan com 19 anos. Estreou em 2015, ainda sem ter completado 17, hoje já possui mais de 150 partidas pelo Diavolo. Com boas aparições apesar da pouca idade, e mostrando segurança de “gente grande”, não fica atrás e se equipara aos grandes goleiros citados acima.

Sempre fui torcedor do Milan, por conta do jogador brasileiro Kaká, que foi melhor do mundo atuando pelo Rossonero. Acompanhava pouco, por não ter tanto acesso, só conseguia ver quando era dia de Liga dos Campeões, competição que o Milan está ausente nesses últimos anos.

Porém, em meio a esse período surgiu o goleiro Gianluigi Donnarumma, uma jovem promessa do futebol italiano que logo de cara mostrou seu incrível potencial. O bom início, de rápido destaque despertou os olhos de grandes times europeus tão grandes quanto o Milan. Apareceram as grandes defesas. Surgiram as comparações com Buffon. Logo depois, algumas falhas; normal em início de carreira, superadas rapidamente. Aquilo que sempre acontece quando surge uma grande promessa. A meta milanista que em seus últimos anos teve seus bons momentos com Abiatti e viveu insegurança com Diego López, tem hoje, mais segurança e tranquilidade nas mãos do jovem goleiro.

Donnarumma a cada dia que passa se mostra mais confiante e preparado pra defender a meta Rossonera e de qualquer clube europeu – mas espero que não. A frieza ao executar seus movimentos, o excelente posicionamento embaixo das traves, fazem criar expectativas enormes entre a torcida e imprensa pra um jogador de 19 anos. Seu potencial é enorme, e o futuro é imensamente promissor. Talvez consiga os mesmos feitos de Buffon, talvez não; É o que dizem. Mas fato é, que se trata de um grande arqueiro, e que tem potencial pra se tornar um grande ídolo do Milan e da Itália.

O clube de Milão passa por uma reestruturação, e adota a uma nova filosofia de optar por jovens jogadores. A contratação de Paquetá e Piatek é uma amostra disso. Não vender Donnarumma nas primeiras oportunidades de oferta para times como Liverpool e PSG (de grande poderio financeiro), mostra uma seriedade da diretoria em manter sua espinha dorsal defensiva; afinal, todo bom time começa por um bom goleiro. Olhar com carinho para o menino de 19 anos, é olhar para o futuro, é olhar para títulos; somada com toda a identificação do jogador, moldado e criado nas categorias de base da equipe, é projetar um futuro ídolo.

Se eu citei Kaká no início, por me fazer gostar do Milan, eu me recordo de Dida, que por anos escreveu com belas defesas sua história em Milão e hoje, certamente, se sente muito bem substituído. Donnarumma é o jogador que me faz resgatar aquela antiga sensação de grandeza do Milan, que por alguns anos ficou dormente, anestesiada por más administrações (que não faz mais parte nos dias atuais). Sensação que só é sentida quando representada por grandes jogadores. Como foi com Dida. Como hoje é Donnarumma -citando apenas goleiros.
Hoje, sinto a mesma segurança no camisa 99, que tinha quando Dida usava a 1. O Milan vem se reerguendo aos poucos e se levanta através das mãos de Donnarumma. Ele é a esperança de um futuro muito bem guardado e vencedor, e creio que o posto de ídolo vai se construindo a cada nova defesa.

A trave milanista está muito bem segura. E vai ser difícil ultrapassá-la enquanto ele estiver sob ela.
Grazie per questo, Donnarumma!

Santo de casa não faz milagre! São Paulo que o diga…

13 de Fevereiro de 2019, o dia do maior vexame da história vitoriosa do São Paulo Futebol Clube. O tricolor do Morumbi foi eliminado pelo modesto Talleres de Córdoba (ARG) pela chamada Pré-Libertadores, a primeira fase da competição que classifica a fase de grupos do torneio.

O maior campeão internacional do país do futebol, teve uma noite repleta de distintas emoções, que foram se alternando no decorrer da noite.
A expectativa junto à esperança aos arredores do Cícero Pompeu de Toledo antes do início dos 90 minutos, até a frustração, desespero, raiva e o inaceitável desempenho da equipe em campo.

Os comandados de André Jardine, tiveram uma atuação apagada, com poucas chances e aquele futebol de dar raiva ao espectador. Um time claramente afobado, sem jogadas ensaiadas, apelando pras ligações diretas e com pouca objetividade. O time que perdeu de 2 x 0 na Argentina, precisando do resultado minimamente igual para ir às disputas de pênaltis, foi eliminado praticamente sem dar trabalho ao goleiro Herrera, deixando o placar inalterado.
Jardine já não é mais técnico da equipe; foi substituído por Cuca, que assumirá só daqui dois meses por problemas de saúde, enquanto Mancini assume interinamente esse período até a liberação médica.

O São Paulo passa por crises administrativas a muitos anos, e a cada temporada que vira, os problemas de gestão se repetem num ciclo vicioso. A praga de Paulo Nobre sobre o São Paulo pegou em cheio, após nosso ex presidente Carlos M. Aidar dizer a anos atrás, que o time do outro lado do muro teria “se apequenado”.
De lá pra cá o Palmeiras conquistou uma Copa do Brasil, dois títulos Brasileiros, dois vices paulista e um vice do campeonato BR de 2017. O tricolor enquanto isso, lutou pra não ser rebaixado; e se podemos achar um momento pra chamar de bom, eu como torcedor, diria que foi a inacreditável semi da libertadores em 2016, perdendo pro futuro campeão.

Quem é que se apequenou, Aidar? O mundo dá voltas e infelizmente quem sofre com isso é o torcedor!

Venda precoce de jovens jogadores, demissão de técnicos sem explicação, escolhas erradas para as diretorias, contratações caras e ruins, apatia de conselheiros e diretores em seus cargos que transcendeu aos jogadores que entraram e entram no clube; a situação beira ao amadorismo. Isso lembra um time pequeno. Isso é se apequenar.
É inacreditável pra um clube multi-campeão como o São Paulo, que foi pioneiro em diversos aspectos para o esporte. Como bancar os exames anti-doping durante a libertadores nas décadas de 90, ser exemplo de gestão e infraestrutura, estilo de jogo característico e identitário; tudo isso simplesmente sumiu.

A soberba misturada a tranquilidade de “ser soberano”, adormeceu um gigante que nos últimos anos vive sonâmbulo.
Nos primeiros anos sem título após uma era de reinado no futebol nacional, o conforto dos títulos, as frases de efeito, e nossa soberania tiveram um efeito de rivotril no clube, que hoje, sofre os efeitos colaterais; a depressão leve que vive o clube, os problemas de equilibro das contas, a fadiga dos torcedores em viver anos de mesmice, e as alterações nas falas da torcida que antes gritava “É campeão!” e agora grita “Eu não aguento mais! Devolvam meu São Paulo!”. O São Paulo hoje é só enxaqueca!

O que nos resta é rezar pra Santo Antônio, pois pelo visto São Paulo não quer se ajudar.

Os passos de Baresi: Como os tempos difíceis do Milan podem ajudar a consagrar Romagnoli

A quem se interessa pelo futebol italiano, e mais precisamente ao time do lado vermelho de Milão. Um excelente texto sobre o momento e um dos destaques da equipe.

AC Milan Brasil

Não é segredo para nenhum milanista que a fase do clube hoje é de reestruturação. Antes forte confrontador, hoje a equipe paga o preço por não ter renovado seu elenco quando a era de ouro em 2007 já sinalizava que estava perto do fim. Como um bebê que dá os seus primeiros passos, o Milan está ‘reaprendendo’ a andar na Europa, mas este é um processo que ainda levará um pouco de tempo. A preocupação da torcida, no entanto, é de quem alguns jogadores que ajudaram a carregar o piano nesses anos difíceis não tenham o reconhecimento que realmente merecem. Não estamos tentando entrar no ponto de vista técnico ou comparar qualquer um do elenco atual com os times de 2007, óbvio. Mas é bom ressaltar que também não é justo, com qualquer jogador que seja, ser comparado a atletas consagrados que venceram todos os títulos possíveis.

De fato, alguns…

Ver o post original 700 mais palavras

Meninos de Cotia X Meninos da Colina

Dia 25 de janeiro de 2019, data do aniversário de 465 da cidade de São Paulo, onde também é tradicionalmente disputada a final da Copa São Paulo de Futebol Jr. que neste ano comemorará sua 50º edição.

São Paulo e Vasco são os dois finalistas que disputam o título da copinha amanhã ás 15h30 no estádio do Pacaembu. As duas equipes são conhecidas por revelar grandes nomes para o futebol nacional. Você se lembra de alguns nomes?

O tricolor é conhecido pelo seu CT de Cotia que é um dos mais modernos e estruturados do país e consequentemente por ter revelado nomes conhecidos para o futebol mundial como Cafú, Denílson e Kaká que foram campeões mundiais com a seleção brasileira em 2002 e também jogaram a copinha, voltando um pouco no tempo, vamos ter Serginho Chulapa que viria a ser o maior artilheiro do clube paulista; Müller, Ronaldão e Doriva importantíssimos nas conquistas de libertadores e mundial na década de 90.
Durante os anos 2000 o tricolor do Morumbi revelou Júlio Baptista, Diego Tardelli, Hernanes, e com mais destaque Lucas e Casemiro que hoje atuam na europa como referência e titulares em suas equipes; Tottenham e Real Madrid, respectivamente; todos eles jogaram o tradicional torneio de juniores. Mais recentemente o time paulista revelou o zagueiro Rodrigo Caio, os atacantes Luiz Araújo e David Neres (que já não fazem parte do time principal em 2019) os dois volantes Liziero e Luan, Brenner e Helinho jovens atacantes promissores.

Muitos desses jogadores que tiveram passagem por seleção brasileira, títulos por categorias de base e no time profissional, um destaque para o título de melhor jogador do conseguido por Kaká em 2007 quando atuava pelo Milan da Itália; são feitos muito importantes e bastante comemorados pelo clube, conhecido por ser um grande celeiro de craques.

O time carioca também não fica atrás, revelou jogadores muito conhecidos, não tanto quanto a equipe paulista mas, ainda sim, jogadores de prestígio. O mais famoso é Philippe Coutinho, hoje jogando no Barcelona e titular absoluto na última copa do mundo pela seleção brasileira.
Também foram revelados pelo time da colina os atacantes Alex Teixeira e Alan Kardec, os volantes Souza, Allan, Danilo e o meia Douglas Luiz, todos eles atuando fora do Brasil hoje, mas com passagens interessantes e marcantes para os torcedores vascaínos. Pedrinho e Felipe ídolos do Vasco na virada do milênio e fundamentais nas conquistas dos anos 2000, também saíram das categorias de base de São Januário.
O último destaque do cruzmaltino foi o meio campo Paulinho, que foi vendido em 2018 ao Bayer 04  Leverkusen da Alemanha.

Nessa edição da copinha podemos ter grandes revelações pro futuro do nosso futebol, pela equipe Paulista, quem se destaca é o atacante Anthony e pelo time carioca o meio campista Lucas Santos. Qual desses dois levantará o título amanhã por sua equipe?
Os dois clubes são formadores de bons jogadores, e amanhã, se enfrentarão pra ver qual a melhor equipe sub-20 do futebol brasileiro. Quem será o destaque da copa São Paulo de Futebol Jr. 2019? Bom, eu não sei!
Mas sei que o futebol brasileiro tem muito a agradecer à copinha por muitas de suas estrelas.
Que vença o melhor. Quem tem a ganhar é o mundo da bola.

A Gávea e suas jóias

O Flamengo é reconhecido por revelar grandes craques para o futebol mundial. O goleiro Júlio César, o zagueiro Juan, o volante Felipe Melo, Adriano Imperador; esses, só dentro do século XI. Voltando um pouquinho no tempo temos Júnior, hoje comentarista da globo, Leonardo, e claro, O Galinho Zico. Curiosamente, todos eles jogaram na Europa, mais precisamente na Itália.

As últimas jóias lançadas pelo Flamengo nos últimos anos foram Vinícius Jr., Lucas Paquetá e Felipe Vizeu. Três bons jogadores que conquistaram a nação rubro-negra pelo bom futebol na Copa São Paulo de Futebol Junior e por terem identificação com o clube carioca.
Paquetá e Vizeu subiram em 2016, ano em que foram campeões da Copinha, Vinícius Jr. subiu em 2017 já vendido, também por se destacar na Copinha.

Jogaram muito pouco juntos, mas fariam um trio de ataque interessante. Paquetá na armação das jogadas com Vinícius usando sua velocidade pelos lados e Vizeu dentro da área pra finalizar. Pena que juntos atuaram pouco por aqui.

Vizeu teve bons jogos pelo Flamengo, 75 jogos e 20 gols, e foi vendido para a Udinese da Itália no meio de 2018. Não teve um bom desempenho inicial no time italiano, atuando apenas em 5 jogos e sem marcar gols durante 6 meses. Retornou ao Brasil recentemente, emprestado ao Grêmio pra temporada de 2019.
Bom atacante, forte, de movimentação e boa técnica; mas ao que parece, Vizeu não terá o sucesso na Europa como Vinícius e Paquetá; pelo menos, não tão cedo.

Já Vinícius Jr. no Flamengo, teve 69 jogos e 14 gols marcados, mas foi nas categorias de base e as boas atuações pela seleção brasileira sub-17 que o atacante chamou a atenção do clube de Madrid. O garoto vem conquistado aos poucos seu espaço e está lentamente, cavando sua vaguinha no time titular com 17 partidas, 3 gols e 4 assistências. Na derrota do Real Madrid por 2 x 0 para a Real Sociedad no dia 6, Vinícius foi um dos jogadores mais elogiados pela torcida com seu futebol agressivo.

Sábado, dia 12, foi a estreia de Lucas Paquetá no time do Milan na classificação contra a Sampdoria pela Coppa Itália por 2 x 0. Uma boa estreia de Paquetá em jogo complicado, teve boa movimentação em campo com boas triangulações com os companheiros de equipe, arriscou de longe, e foi substituído nos minutos finais. Atuando pelo Rubro Negro foram 95 partidas e 18 gols.

“Craque o Flamengo faz em casa!” é a frase dita pelos flamenguistas. Que esses 3 jogadores são bons e tem enorme potencial de crescerem, todos já sabemos.
Mas qual deles terá um sucesso mais rápido em solo europeu?

Felipe Vizeu foi o primeiro a ir, e também o primeiro a voltar. Não dá pra analisar sua rápida passagem pela Itália; e com a sua volta ao futebol brasileiro surge a dúvida: será que ele vai dar certo no futebol mundial? Se for bem em 2019 atuando pelo tricolor gaúcho, certamente terá uma nova chance.

Real Madrid é o atual tri-campeão da Liga dos Campões mas vem sofrendo desde a saída de C. Ronaldo e Zidane. A pressão aumenta por estar atrás de Barcelona, Atlético de Madrid e Sevilla no campeonato Espanhol. Para o futuro de Vinícius no Real a pressão  de atuar no maior clube do mundo – colocada pela imprensa espanhola e impaciência dos madridistas – pode queimar o jovem garoto de futuro muito promissor. O tempo (e os resultados) vão definir. Particularmente, me surpreendeu a rápida adaptação de Vinícius ao futebol espanhol, e espero que possa evoluir a cada jogo.

Para esse mero admirador de futebol que aqui escreve, Paquetá é o que mais lhe agrada.
A boa atuação em sua estreia no time milanês animou os torcedores e rendeu elogios do técnico Gattuso após a partida. “Taticamente muito mais preparado que Kaká!” foram as palavras do treinador.

O Milan não é o mesmo que conhecemos há alguns anos; aquele time bi-campeão da champions na década passada, imponente no campeonato italiano, temido por toda Europa. A fera está adormecida e aos poucos tenta se reerguer. A chegada de Paquetá ao time rossonero pode ser muito boa ao time italiano que sente a falta de bons jogadores no elenco, esse fator é bom para o jovem jogador que tem de mostrar serviço pra garantir seu espaço no time titular. E na montagem da equipe, sua versatilidade pode dar muitas opções para Gattuso. Foi apenas uma partida, mas a boa impressão gera euforia para os milanistas que tem boas recordações de jogadores brasileiros em sua história.

Para o futebol brasileiro é sempre bom ver seus craques atuando em grandes equipes europeias, significa que ainda “fabricamos” bons jogadores. Espero ver esses 3 nomes sendo titulares de suas equipes nos próximos anos. Paquetá, e mais tarde Vizeu, escrevendo o seus nomes na Itália seguindo os passos de mais ídolos do Flamengo, e Vinícius Jr. sendo mais um nome brasileiro de sucesso no Real Madrid.

Como já disse, creio que Lucas Paquetá se firmará mais rápido na Europa, ainda mais após a partida de estreia que eu pude assistir, mas ainda é puro “achismo”!

E pra você? Qual das jóias da Gávea irá ter sucesso europeu primeiro?

“Nova” velha Conmebol

“Delegado chico palha
Sem alma, sem coração
Não quer samba nem curimba
Na sua jurisdição
Ele não prendia
Só batia…”

Algumas horas atrás estava almoçando enquanto escutava essa música e reparei algo.
O samba escrito por Nilton Campolino e Tio Helio, em 1938 e cantada por Zeca Pagodinho décadas depois, exemplifica o cenário atual dessa “nova” Conmebol, que agora promete mudanças, mas continua agindo como sempre no futebol sul-americano. O delegado, obviamente é a Conmebol!

“Não quer samba nem curimba (Festas e bandeiras)
Na sua jurisdição…”

Hoje, a Conmebol decretou a proibição do uso de bandeiras nos estádios em competições organizadas por ela a partir de 2021. Uma ação até esperada se pararmos para pensar que ela pretende fazer do futebol latino, uma cópia, bastante mal feita, da Liga dos Campeões da Europa; e o outro decreto é, obrigar os torcedores a assistirem os jogos sentados. PASMEM!
De fato, hoje morre a libertadores!

O que faz dessa competição uma paixão, o que diferencia esse torneio dos demais, é onde a instituição – que deveria promover, organizar e aprimora-la – quer matar. A torcida que também sofre com a falta de segurança, motivo principal para as tais mudanças preventivas, é a mais afetada; ingressos caros, passagens e agora, talvez não poderá levar sua bandeira do time do coração dependendo do tamanho. É o cúmulo! Nem vou citar a final única em campo neutro.

Os clubes poderão sofrer punições, obviamente, com o descumprimento dessas novas medidas. Creio eu que, todos os times em todos os jogos, de todas as rodadas serão punidos. Ver jogo sentado? HAHAHAHA No primeiro drible desconcertante de um ponta pra cima do volante, num lance bobo no meio do campo, a torcida se levanta e não se senta mais até o apito final. Isso se ela se prontificar a ficar na cadeira. Espero que ela volte atrás no mínimo dessa medida, que é simplesmente ridícula.
Se for pra sair de casa pra assistir algo emocionante sentado, eu espero lançar Os Vingadores Guerra Infinita Parte 2. Futebol não é cinema! Mas a pipoca no estádio é tão cara quanto.

Me pergunto por que a Conmebol faz justo essas ações assegurando ser pela segurança dos torcedores, sendo que não é esse o problema. A violência é um problema em vários países sul-americanos, mas não é dessa forma que vai se combater esse mal social dentro da cultura do futebol.
Punição para as torcidas organizadas? Não! “Ah, vamo tirar as bandeiras e mandar todo mundo ficar sentado… vai dar certo” Tem que haver um controle maior sobre os delinquentes que são associados aos clubes e torcidas. Quem sofre é o torcedor verdadeiro e apaixonado que ama de fato seu time e admira o esporte, enquanto quem prejudica o espetáculo, continua impune “torcendo” por seu clube e nada lhe acontece.

“Ele não prendia
Só batia!”
(Esse é mais um murro que tomamos)

O torcedor do River Plate que atirou pedra no ônibus do Boca Juniors, já foi preso? Eu gostaria de saber, Conmebol!

A cada ano que passa, o torneio mais apaixonante das Américas vai perdendo o ardor da paixão, vai se tornando menos atrativa e mais lucrativa, mas, bem mais para os bolsos dos cartolas do que ao campeão.

Nessa velha guerra entre a violência e o esporte, quem vem perdendo as últimas batalhas é o torcedor. E quem morre aos poucos é o futebol.